CACHOEIRA DO MARIMBONDO

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Além da beleza natural da queda-d’água e do cânion, a presença da barragem artificial e das ruínas da antiga usina de energia demonstram a importância histórica da Cachoeira do Marimbondo para a cidade de Presidente Olegário. A preservação da Cachoeira do Marimbondo está relacionada com a preservação de toda a bacia hidrográfica e do patrimônio ambiental do município. Justamente por ser o turismo ecológico um dos principais atrativos da região, é importante registrar e proteger tanto este bem como as demais paisagens e recursos naturais do município.

A Cachoeira do Marimbondo fica numa região rural ocupada por fazendas de criação de gado e plantações, com relevo acidentado, montanhoso e algumas áreas preservadas com vegetação típica do cerrado. A Cachoeira ocupa o trecho do ribeirão do Marimbondo onde a formação rochosa se abriu em um cânion, possuindo duas quedas, sendo que a primeira foi utilizada para a construção de uma pequena represa que servia para o abastecimento de energia do distrito sede. Atualmente podemos ver no local as ruínas dessa antiga usina já desativada. A segunda queda chama a atenção pela sua elevada altura, com aproximadamente trinta metros, desaguando em um poço que forma uma pequena lagoa, que dá continuidade ao leito d’água.

Uso

O acesso à Cachoeira do Marimbondo é perigoso e de alta dificuldade. O trajeto é feito por um caminho a pé, atravessando várias fazendas. É possível alcançar a parte mais alta da cachoeira, onde se encontra a barragem, apenas caminhado sobre o pasto e atravessando as cercas de limite das fazendas. Na parte baixa, onde a queda d’água se forma no cânion, é preciso ter muito cuidado e estar acompanhado por um guia experiente, pois a descida é feita em terreno rochoso com muita vegetação e lama. O seu uso antigamente, segundo moradores e empregados da fazenda, era livre e aberto para visitantes, mas devido a recentes confusões e ao constante abandono de resíduos e detritos no local, o proprietário da fazenda resolveu controlar o acesso e a sua visitação é raramente permitida.

A parte alta da cachoeira (antes da queda, onde se localiza a barreira para a represa) encontrase em uma área com elevado desmatamento, ocasionado pela utilização dos terrenos lindeiros como pasto para o gado de corte, principalmente na sua área elevada, e agricultura. A consequência desse processo pode ser observada no assoreamento de algumas áreas junto ao leito represado. No curso posterior à queda, a impressão que se tem é de boa preservação das matas ciliares e do leito das águas. Foram observados alguns resíduos sólidos deixados pelos visitantes (principalmente garrafas plásticas), assim como marcas de fogueiras acesas.

Apesar do desmatamento e da influência da cultura agropecuária, o local apresenta bom estado de conservação, pois o controle de acesso feito pelo proprietário contribuiu para a sua preservação. Ainda assim, encontramos alguns resíduos sólidos, como garrafas de plástico, provavelmente resquícios da antiga visitação aberta sem controle e cuidados. É recomendada a recuperação da mata ciliar em alguns trechos do rio, próximos à cachoeira, que apresentam assoreamento do leito e conservar as partes já existentes no local. Uma análise técnica da qualidade da água deve ser feita para avaliar uma possível contaminação por agrotóxicos ou por lançamento acidental ou proposital de dejetos no córrego. Para a utilização da cachoeira algumas medidas devem ser tomadas, como o controle de acesso, a promoção de campanhas educacionais para os visitantes e a marcação de um único caminho para o acesso evitando a abertura de novas trilhas na mata ciliar.

A cachoeira está na divisa de duas propriedades rurais particulares e o melhor caminho de acesso é pela Fazenda Ponte Grande de propriedade de José Nunes Borges. A visitação somente é permitida com a autorização desse, já que o caminho atravessa uma grande parte do seu terreno.

Acesso
Saindo do Distrito Sede pela Avenida São Thiago no Bairro Planalto, com sentido a Patos de Minas. A Cachoeira do Marimbondo encontra-se há aproximadamente 6 Km da Sede

FOTO: https://www.facebook.com/conhecaminasCM

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