Presidente Olegário capta a primeira imagem de televisão da extinta TV-Itacolomi, de Belo Horizonte

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Em 10 de julho de 1968, após intenso trabalho de Natal José Fernandes, Presidente Olegário capta a primeira imagem de televisão da extinta TV-Itacolomi, de Belo Horizonte. Hoje são captadas as imagens da TV-Triângulo, de Uberlândia, de Rede. Globo e da TV-Bandeirantes, de São Paulo, da Rede Bandeirantes, pelo sistema satélite.

O serviço telefônico chegou em Presiden te Olegário em 1968. Instalou-se o primeiro aparelho no gabinete do Prefeito Natal José Fernandes. A concessionária – Companhia de Telefones do Brasil Central – CTBC – o ligou diretamente à mesa de Patos de Minas. Assim permaneceu até que, alguns meses depois, conseguiu assinantes na cidade.

Após a instalação de aparelhos residenciais a comerciais, instalou-se a central no edifício da municipalidade, ai permanecendo até janeiro de 1984, quando se transferiu para sede independente (ainda em próprios da Prefeitura) a fim de providenciar a ligação do DDD. Desde o início o serviço de telefonia já chegou com interurbano; agora há o DDD-sainte e se prepara para que tenha o entrante. Hoje, a cidade conta com 196 aparelhos ligados.

O olegariense é um povo alegre e sempre gostou de festas e promoções sociais. Jamais deixou que a tristeza e o isolamento destruíssem o intercâmbio feliz das familias. Os encontros e serões aconteciam nas residências, geralmente, de Aleixo Araújo, lídio Araújo e Tonico Batista. Muitas vezes através dos “assustados” (festa sem aviso), bastante comuns nas tardes de sábado e domingo, quando se realizavam ao som da sanfona de 8 baixos e violões. Aleixo Araújo era o principal promotor, com a colaboração de José Sabino e llídio Araújo. José Ubaldo era incumbido de convidar as moças e ficava encarregado de levá-las de volta e entregar aos pais, após o encerramento. Eram festas muito animadas e perduravam, muitas vezes, durante toda a noite. O proprietário da casa controlava os rapazes, não permitindo dançar quem bebesse mais de três copos de cerveja.
Com o passar do tempo, as festas eram realizadas em qualquer casa de família, uma vez combinado. De 1916 a 1922, havia o celebrado “baile da coroa”, aos sábados. Cada casal, coroado durante o baile, se obrigava a promover o próximo, com todas as despesas por sua conta. Durante o baile, havia a escolha e o passe da coroa. E todos se vestiam a rigor: os homens, terno, colete e gravata. As mulheres, vestidos longos e espartilhas. Eram instrumentistas: Marcílio de Aquino Nunes e José Ubaldo, na sanfona de 8 baixos; Clementino Pacau, na sanfona; Jorge Caixeta e Alvaro da Silva, no violão.

O carnaval era muito animado e também se realizava nas casas de família. Inicialmente, com os famosos entrudos. Posteriormente, com muita serpentina, muito confete e lança-perfume.

VIII – VIDA SOCIAL

O homem é um ser social. Deseja sempre comunicar, viver em meio aos outros. Homem algum é uma ilha. Como exemplo de uma boa sociedade vamos encontrar clubes bem organizados e bem freqüentados. Neles o homem se diverte, faz amizades, vive alegre, bate papos agradáveis com pessoas de seu meio, neles se realizam as festas, as danças e a mocidade também se encontra e esbanja alegria e juventude.

Os costumes foram transformando-se. Não mais realizavam-se festas nas residências de famílias. Mas o homem continuava necessitando de ter o seu relacionamento social. E assim pensando, Antônio Felisberto Borges, Hilton Pinheiro Mendes e Natal José Fernandes fundaram o primeiro clube social de Presidente Olegário, o “Andorinhas”.
Para completar os locais de divertimentos, em 1949, o Pe. Clovis Santana funda o cinema paroquial, com sobrevivência curta.
Baile por ocasião da festa junina nos salões da sede social do “Andorinhas’

FOTO – CLUBE NOTÍCIA

LIVRO – PRESIDENTE OLEGÁRIO – Terra da Esperança
OLIVEIRA MELO

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