A HIDROELÉTRICA DA CACHOEIRA DO MARIBONDO

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Em outras épocas, quando o requinte da eletricidade era realmente um luxo e somente os mais ricos podiam usufruir de tal avanço tecnológico e em que a maioria das casas ainda eram iluminadas por candeias e velas, no pequeno município de presidente Olegário, foi construída uma barragem e uma usina para a geração de energia elétrica. Nada grandioso como as usinas hidroelétricas contemporâneas, mas uma usina simples e capaz de gerar uma pequena quantidade de energia.

A usina, no entanto, não era um grande desperdício de recursos, nem uma salvação, era apenas um pequeno passo em direção ao progresso. E é justamente essa história que nos será narrada pelo Sr. Divino (79 anos), também conhecido como Divino da Usina.

O Sr. Divino conta que viveu na Usina ou no arredores da mesma desde a sua infância e, posteriormente, chegou a trabalhar no empreendimento, que teve início na década de 1950 (em uma data não especificada, mas sob mandato do prefeito Abelardo Baeta Neves e responsabilidade de “Nhonho Correa”) e que a usina, apesar de “fraca” foi de grande serventia para o município até ser desativada em 1965. É curioso a forma como ele nos lembra que a usina possuía “apenas 32 cavalos de força de potência”, capacidade hoje considerada irrisória.

O narrador também nos contou sobre o processo de construção da hidroelétrica, que foi difícil, por causa das escassas tecnologias da época, as dificuldades para locomover as pedras para a base de sustentação, as britas do concreto feitas de pedras da região e moídas a mão, tudo muito rudimentar, mas fundamental para a construção da usina.

A hidroelétrica, da qual hoje restam apenas lembranças e alguns vestígios, foi construída na Cachoeira do Marimbondo, um dos grandes pontos de turismo ecológico/ambiental de Presidente Olegário. Separado da cidade por apenas seis quilômetros (distância percorrida pelos fios de energia) a cachoeira já foi um grande ponto de visitação, por causa de sua beleza e de todo o ambiente ao redor. Todavia, hoje, por causa do lixo e dos problemas que os visitantes causavam e deixavam no lugar, a visitação foi limitada pelo dono das terras ao redor da cachoeira, o que ajuda na sua preservação e na manutenção do patrimônio natural e dos restos da hidroelétrica.

Texto: Mateus Silva

Direção Geral – André Mendonça
Produção – Viva Filmes

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